sexta-feira, 29 de outubro de 2010

I want to break free

Incontestavelmente, sou defensora da liberdade, em todos os sentidos e em todas as circunstâncias. Acho que nada tem o direito dominar o outro e obrigá-lo, direta ou indiretamente, a fazer algo contra a sua vontade natural, por mais banal que seja. Talvez esteja sendo extremista ao dizer que nem os pais devem exercer exacerbado controle sobre seus filhos, e sim, devem apenas guiá-los e orientá-los, através do diálogo aberto, sem pré-conceitos nem repressões, para então, deixá-los livres a tomar suas decisões. Mas é o Estado, sem dúvidas, o foco principal da minha contestação.
O governo não deve, em hipótese alguma, impor obrigações. Caso ainda haja dúvida, meus ideais são anarquistas. Não há nada que ponha tal direito – o mais supremo de todos: o direito a liberdade individual -, sob o controle de uma instituição oligárquica, tão desestruturada e desorganizada no Brasil, como na maior parte dos países em desenvolvimento - ou não. O Estado, se é que assim pode continuar a ser chamado, deve ter a simples função de planejar e implantar projetos de necessidade básica da população: hospitais, escolas, segurança e infra-estrutura. Apenas isso. Não existe esse papo de que “o direito de um termina onde começa o direito do outro”. A adoção a uma religião oficial é um completo absurdo, simplesmente isso, nem há muito o que comentar sobre. As leis devem ser, em maior parte, abolidas. O que deve reger as ações dos indivíduos é a sua própria consciência. Mas dessa maneira, volto ao assunto de um texto anterior, onde falo que para vivermos anarquicamente em paz, as pessoas precisam ser boas demais, muito acima do nível atual. Portanto, a abolição das leis ficaria para “mais tarde”.
Também há a manipulação da mídia, um atentado indireto à liberdade. Mais e mais marionetes do sistema nascem a todo momento. Elas compram, usam, gostam, comem, fazem, ouvem, falam, enfim, agem como a mídia, vinculada ao sistema capitalista, orienta. Isso é um circulo vicioso: os Estados mais poderosos do mundo exercem tanta influência sobre os meios socioeconômicos mundiais, que são a principal fonte manipuladora da mídia em todos os países, porém com os interesses voltados somente às suas respectivas nações.
Nada pode te dizer como agir, o que pensar, o que ser. Você nasceu, sem escolher aonde e, portanto, é livre. Livre para fazer o que bem entender, ao mesmo tempo em que é um ser racional e plenamente consciente das suas escolhas e conseqüências.

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