Em tese, somos seres sociais e, portanto, vivemos em comunidade, devido a isso devemos arcar uma série de regras básicas para estabelecer um bom convívio. Até aí, tudo bem, afinal não queremos ninguém sendo devorado roubar a rosa do jardim do vizinho. O problema começa quando passaram a ser impostas normas sociais que são ridículas e vão contra a natural essência humana. Regras essas que estão aí para nos fazer parecer o que não somos, para desta forma sermos bem vistos pela comunidade. Mas o que devem fazer aqueles que não se importam?
Não é possível compreender por que os seres humanos agem assim. Muitas vezes temos a total possibilidade de fazer algo que nos agrade, mas somos impedidos por uma dessas tais regras irracionais e levados a agir de modo que pareça mais “conveniente” e “apropriado” a tal situação. Isso vai contra o direito do homem ao livre arbítrio, pensamento e opinião. Onde está a liberdade de ação que todo o ser humano deveria ter o direito e o prazer de usufruir?
Afinal, de que adianta passar uma figura que não é fiel à nossa personalidade? Para que fingir ser o que não somos só para agradar a vizinha da avó do cunhado? Essas atitudes não passam nada mais que uma bela primeira impressão falsa, cuja máscara logo estará prestes a cair, pois infelizmente, ninguém mais é perfeito quando se passa a conhecê-lo melhor.
Por fim, é somente através da convivência que se pode traçar uma correta imagem sobre alguém, somente acompanhando-o no dia a dia que podemos descobrir suas reais opiniões, gostos e atitudes. Pois na hora da apresentação, todos são perfeitos e idênticos, como produtos em massa recém saídos de uma indústria denominada sociedade do século XXI.
A origem disso talvez esteja na implantação do sistema capitalista e de sua supremacia no mundo de hoje. Na indústria capitalista, tudo é uniformizado e ditado por regras, isso se reflete numa tentativa (em geral, bem sucedida) de que tanto os produtos quanto as pessoas sejam os mais idênticos possíveis entre si. O capitalismo acaba impondo um padrão sobre tudo, e desta forma detém tudo sobre o seu controle, desde o modo que as pessoas se vestem e pensam até aquilo que compram, as gírias que falam, as músicas que escutam e, é claro, as atitudes que tomam. Esse sistema tem a pretensão de que todos nos tornemos robôs fabricados em série na filial de super poderosa multinacional norte americana instalada no Vietnã, nos quais o tio Sam insere e retira os microchips de acordo com o seu humor (e de acordo com o seu plano de dominação do mundo também). Isso não tem tudo a ver com a ditadura de regras sociais que visa uniformizar os atos de todos?
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