quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Rio Pardo existiu, e existe

Desde pequena, sempre gostei de Rio Pardo, e vivia pedindo pra ir até lá, pra ver os prédios históricos e museus, ir naquela rua feita de pedra e comer os sonhos que uma senhora simpática sempre vendia ali perto. Fui crescendo e entendendo um pouco mais de história e achei fantástico tudo o que já acontecera por aquelas ruas, a importância que aquele lugar já teve a nível de Brasil, em contraposição ao esquecimento em que o município caiu nos dias de hoje. Mas enfim, mesmo tendo duas limitações notavelmente diminuídas ao longo do tempo e tendo se tornado uma pequena cidade um tanto atrasada, sempre nutri uma certa admiração por aquele pedaço de terra. Mais tarde ainda, percebi como as pessoas do maior município vizinho costumam ignorar tudo isso, e tomá-la como se fosse uma emancipação a partir do seu território, dependente e pouco desenvolvida, algo que sempre foi menor e menos importante. Dá uma raiva dessa ignorância. Puta mania desse povinho de se achar melhor que os outros, essa gente tem que acordar, isso sim! Vários outros municípios se emanciparam a partir de Sta. Cruz, mas Rio Pardo não, Rio Pardo sempre teve sua própria história, muitíssimo mais rica e interessante, por sinal. Sei lá, foram tantas coisas, a "tranqueira invicta" no tempo das Missões, a Guerra do Paraguai, a Revolução Farroupilha... É um belo resumo de boa parte dos acontecimentos mais importantes da história do Rio Grande do Sul. Por essas e tantas, que acho que o povo típico daqui/Sta. Cruz/colonização germânica, em seu estereótipo, não presta.

Um comentário:

  1. É isso ai! Essa gente que não respeita seus semelhantes. A ignorância impera nessas bandas. Não volto mais aqui, dessa terra não levo nem poeira rrrr Ok, não é pra tanto, mas o povo daqui de fato tem uma visão muito fechada dos fatos e uma mania de egocentrismo muito grande. Ou acho que alemanhismo seria melhor...vai entender heheh

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