Já cansei de falar aqui que a minha ideologia é anarquista, libertária e radical. Mas, nos dias de hoje, um governo ainda é importante, no sentido de organizar a sociedade como um todo, e não para se infiltrar na vida pessoal dos cidadãos. O governo que realmente precisamos integra uma concepção bem diferente da que vemos hoje. Ele deve exercer, basicamente, cinco funções: educação, comunicação, saúde, justiça e transporte, tendo um ministério independente tomando conta de cada uma delas. Os dirigentes dos ministérios serão trabalhadores selecionados por concursos relativos às suas áreas de interesse. Seus salários devem ser bons e suficientes, para evitar o estímulo a corrupção.
As instituições relacionadas às necessidades básicas da população não devem ser privatizadas, não devem cair na mão instável do mercado e por ele manipulados; a verdadeira função do governo deve ser tomar conta delas. Se há necessidade de dividir o mundo, o país e o estado por linhas imaginárias, deve ser com a unica função de melhor organizar o trabalho do governo em cada área, sendo que deve-se sempre contemplar o sentimento de conexão e a igualdade entre elas.
Como hoje, o governo se sustentará em impostos, um para cada cada área funcional. Cada um deles será calculado levando em conta as suas necessidades relativas. A diferença é que o imposto não será obrigatório. Quem optar por não contribuir não poderá usufruir das facilidades reservadas aos contribuintes, terá que pagar mais caro por elas, mas terá sempre a opção de agir como melhor lhe parecer. Nada irá impedir as pessoas de trafegarem livremente pelas estradas sem pagar nada por isso, os pedágios serão apenas lembranças absurdas do passado.
O governo jamais financiará políticas do tipo "pão e circo". Não porá seu nariz em questões festivas, muito menos quando religiosas. Já o assistencialismo será plenamente desnecessário no contexto estabelecido. Ao se voltar apenas às necessidades básicas da população, ligadas ao bem estar, a saúde e ao intelecto, o Estado nivelará as oportunidades oferecidas a todos. A partir desse momento, o destino de cada um estará baseado em suas próprias escolhas e em seu desempenho. Somos produtos do meio em que vivemos, e quando esse meio for igual para todos, não seremos mais vítimas, deixaremos de ter nossa história escrita por algum "superior" e seremos nós mesmos os escritores.
Aí a gente acorda!
ResponderExcluirTambém sonho com isso, mas é utopia demais, e olha que eu não falo da posição de alguém que fica sentado olhando as relações de exploração acontecerem. Eu ajo, como posso, mas ajo. Só que eu sei que tem muita gente por aí que não se abilita a abdicar de seus luxos para ter uma sociedade igualitária.
Afinal, o mundo não tá do jeito que tá por coincidência, é tudo proposital, só existe rico porque existe pobre e só há desigualdade porque ela é necessária para a manutenção da exploração.
"Homem primata, capitalismo selvagem!"
Parabéns pelo blog (:
Muito Rock pra você e continuamos na luta!