domingo, 26 de dezembro de 2010

Porquê não acreditar

             A partir do momento em que aprendi a pensar e refletir mais profundamente sobre os assuntos, essa idéia de “acreditar” em coisas e seres se mostrou plenamente incompatível. Sempre tive uma certa dificuldade em precisar imaginar coisas e afirmar que tais realmente existem. Provavelmente daí vem o meu bloqueio mental para a física, afinal, aquelas coisas todas não existem no plano visível. Enfim, essa forma de encarar o mundo está ligada a fatos concretos, provas ou até mesmo hipóteses e probabilidades.
O problema não está em “achar”, está em “imaginar” e “acreditar”. No primeiro caso, é necessário criar uma opinião, a partir de certa investigação e reflexão. Já no segundo, o sujeito cria uma imagem em sua própria mente, baseado em orientações de alguém que já o faz ou a partir de suas interpretações individuais.
            A raiz do problema sobre acreditar em deus está no próprio verbo. Ninguém fala sobre conhecer ou descobrir deus, as pessoas simplesmente acreditam nele baseando-se no senso comum. Essa entidade espiritual é personificada, formando um meme dissipado mundo afora, e de aberta aceitação na maior parte dos casos. O meme dessa entidade espiritual encarada de forma cientifica certamente não teria uma fácil dissipação entre a população. É, e de fato não o tem, mas é assim que eu encaro essa coisa que rege o mundo: cientificamente, ou o mais perto disso o possível.
            Não acho que ele não exista. Bem, na verdade Ele com “E” maiúsculo não existe mesmo. Sou absolutamente ateia em relação ao deus cristão, e interpreto sua existência de outra forma. “ele” é a energia vital, a base de tudo, a força que faz o mundo girar e as coisas acontecerem, e não um velhinho de barba branca sentado numa cadeirinha lá no céu (ok, fui extremista). O deus com “D” foi criado pela imaginação humana, e aí é onde está o erro. Nós não temos que imaginar nada, nós temos que investigar e descobrir o mundo que nos rodeia. Poxa, até os nossos antepassados hominídeos já haviam prendido isso!
          

Nenhum comentário:

Postar um comentário