sábado, 3 de setembro de 2011

Nada mais que 42.


O que é você? Pra que você serve? Por que estás aqui? E eu, por quê? O que estamos fazendo, todos os dias? Para onde estamos andando? O que pensamos é certo? E as coisas que valorizamos? Estamos no caminho? E no fim, mais uma vez, tudo isso que fazemos é a fim de quê mesmo?
Sob certo ponto, somos formigas, somos números. Alguns mais, outros menos. Será que faz alguma diferença?
Na verdade, todos buscam a felicidade, a sua própria felicidade, do seu modo - quando, de repente: "é preciso amaaar, as pessoas como se não houvesse amanhãã...", sim, estou ouvindo Legião agora. A maioria das pessoas busca basicamente isso - amor, satisfação pessoal, prazer, aproveitar os momentos. Já o resto - trabalho, contas, agenda - é resto, e vai se levando nas costas... O problema é que continuo me perguntando o porquê, entende? A vida, o universo e tudo mais.
Eu poderia chegar à conclusão de que são os sentimentos que nos “enfraquecem”, ou que nos desviam, mas eu realmente não acredito nisso, de forma alguma. Mas o Renato estava certo (pra variar...), amar é importante. Sentimentos são bons, e muito. Aliás, desenvolver sentimentos é também uma questão evolutiva, não? E sendo assim, logicamente há vantagens em tê-los.
Não faz sentido nenhum habitarmos esse mundo, se o fazemos apenas em busca de nossa auto-satisfação, apenas produzindo endorfinas e gastando a matéria orgânica do planeta. O que eu acho - e olha que eu confio em minha opinião hein - é que devemos fazer algo. Hum, algo... Sim, algo! Fazer a diferença. Eu já disse isso aqui. Ser feliz, viver, aproveitar e todo o resto, mas principalmente ter esse intuito de fazer, e não apenas existir. Eu amo a ciência.
É intrigante, e muito, estarmos aqui, assim - pensando, errando, acertando, comendo, brigando, gritando, correndo, casando, rezando, amando, odiando, sorrindo, chorando, adoecendo, fazendo filhos, xingando, trabalhando, reclamando.  Será que estamos atuando em algo maior? Ou será que não passamos de meros fracassados? E quem vai responder isso para nós? Deus? Não, muito obrigado. Eu prefiro continuar perguntado.
O melhor de tudo é que eu consigo ver uma grande beleza nisso. Nessa dúvida, nessa nossa imensa ignorância. Há muito por vir. Nos sentidos mais amplos. E eu quero fazer algo. Como responder, como saber? Ninguém sabe. Nem o teu Deus sabe. O mais perto que alguém já conseguiu chegar resultou em 42.

Um comentário:

  1. How many roads must a man walk down before you can call him a man?

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